Manuel Soares (meu avô) e Francelina Soares (minha tia, que não conheci.
sábado, 22 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Estudantes de Vila Franca num Curso de Formação Juvenil em 1973
sábado, 1 de maio de 2010
Maios 2010
Maio no Aldeamento da Rua Nova
Maio na Rua da Cruz
Maio na Estrada Nova
Como todos sabemos, o modo de vida das nossas gentes tem-se alterado muito, deixando cair no esquecimento muitos dos ensinamentos e tradições que eram característicos dos nossos antepassados.
Já no início do século passado, o padre Ernesto Ferreira se referia aos Maios como uma “simples manifestação da poesia com que a alma popular celebra a sua comunhão com o renovamento da natureza” e manifestava o seu desejo de que os mesmos não desaparecessem “da rica mina dos costumes micaelenses”.
Lembro-me, desde criança, que alguns vizinhos meus faziam os seus Maios e a maioria os colocava à janela acompanhados sempre de um prato de papas de carolo (farinha grossa de milho). De acordo com o padre Ernesto Ferreira também era usual muitas famílias confeccionarem no primeiro dia de Maio aquelas papas “para significar que Abril vendeu um dia a Maio por um prato de papas, alusão ao facto de Abril ter menos um dia do que Maio”.
Outra tradição que, hoje, quase terá caído em desuso e que ouvia de minha mãe era a recomendação de me levantar cedo no primeiro dia de Maio, pois se tal não acontecesse o Maio entrava no corpo.
Este ano decidi ver se a tradição ainda é o que era e no primeiro dia de Maio percorri a Ribeira Seca, de Vila Franca do Campo, com o objectivo de ver os Maios, não dando por perdido o meu tempo. Com efeito, embora fossem apenas três os Maios encontrados, notei que houve algum investimento por parte das pessoas no sentido de tentar ilustrar como era a vida noutros tempos.
Na Rua da Cruz, encontrei uma reconstituição de uma cozinha antiga, do tempo em que não se falava no uso do gás e a iluminação eléctrica era ainda uma miragem. Na Estrada Nova, encontrei a representação de uma actividade já desaparecida, um homem a forrar uma casa com palha. Por último, no Bairro situado no fim da Rua Nova, para além da representação de uma pescaria, vi uma maia a fazer, se não estou em erro, bolo de sertã.
Para terminar, depois de recomendar a leitura do Livro “A Alma do Povo Micaelense”, do padre Ernesto Ferreira reeditado pela Editora Ilha Nova, aqui deixo um conto que faz parte do texto “Os Maios” da publicação referida:
“Certa vez, em um primeiro de Maio, encontraram-se junto de uma fonte dois namorados: uma rapariga, que já ia retirar-se com o seu cântaro cheio de água à cabeça, e um lavrador, que caminhava para o trabalho, com o seu arado às costas. Falaram, falaram muito. E tam enlevados estiveram na sua conversa, tam alheios às misérias deste mundo, que a noite chegou sem darem por isso. Quando despertaram do seu sonho de felicidade, exclamou a casta donzela sentidamente:
Dia de Maio
De má ventura
Mal amanhece
É noite escura”
Rua do Jogo, Ribeira Seca, 2 de Maio de 2010
(Publicado no Jornal “A Vila”, nº 406, 1 a 15 de Maio de 2010)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Roubos nas lojas, nas quintas e nas casas de Vila Franca do Campo geram indignação de populares e comerciantes
Porta arrombada a 29 de Março de 2010
Manga comida pelas cabras, dia 29 de Março de 2010
Furto de criptomérias no dia 27 de Fevereiro de 2010
Pese embora a polícia não ter dados dos roubos no concelho, porque as pessoas não fazem queixa - , o Comissário Ruben Medeiros diz que a polícia está atenta a esta manifestação de insegurança...
Depois de um período de acalmia, a população e os empresários de Vila Franca do Campo estão desesperados com a onda de furtos que está a acontecer no concelho, desde Água d´Alto à Ribeira das Tainhas passando pelo centro da primeira capital de São Miguel. Ao Correio dos Açores um empresário de Vila Franca do Campo diz que nada está a escapar ao amigo do alheio. Todos os dias há furtos em residências, estabelecimentos comerciais, quintas e estufas.
O comerciante – que é proprietário de uma rede de estabelecimentos comerciais – diz que os ladrões (alguns conhecidos da população) vendem ananases e não têm estufas nem os compram a quem os têm; vendem laranjas e outras frutas e não têm quintas, enfim “vive-se um ambiente de impunidade e não sabemos como é que se controla isso. Há muita gente que é assaltada e que não faz queixa na polícia porque vai gastar o seu tempo mas como os ladrões não foram apanhados em flagrante delito não há seguimento”.
Mais diz que há núcleos referenciados na Vila Franca de que podem ser os autores dos crimes mas sem flagrante “de pouco vale”. Também opina que “isso não é obra de desempregados que por via da crise ficaram sem emprego mas sim de drogados”.
Sobre a legislação, este empresário – identificado perante a nossa redacção – não se coíbe de dizer que a culpa não é dos magistrados mas sim dos deputados que fizeram as leis que deixam este sentimento de impunidade na opinião pública.
Diz que sempre que acontece um roubo nas suas lojas faz a participação porque os amigos do alheio levam de tudo mas o sentimento que fica é de que pouco se fez em relação ao muito que foi roubado. Portanto, “Em Vila Franca do Campo o ambiente que se vive é de impunidade e de insegurança – não porque tenhamos medo mas porque ficamos sem os nossos haveres”.
O Comissário Ruben Medeiros da Polícia de Segurança Pública disse ao nosso jornal que à esquadra de Vila Franca do Campo, sob o ponto de vista estatístico, não chegaram quaisquer denúncias e/ou ecos formais deste tipos de situações relatadas pela população e pelos empresários. Daí que o Comissário aproveite a ocasião para lançar o repto às pessoas para que elas denunciem as situações para que os agentes de autoridade possam trabalhar sobre a dimensão do problema.
Por outro lado, diz que a polícia também tem conhecimento de que há gente que furta fruta e vá vender a preços mais baixos a pessoas idosos. Diz que quando situações do género são detectadas os agentes de autoridade apreendem a fruta, mas depois como não há queixa a polícia não a pode devolver porque o proprietário da mesma não deu participação do acontecido. “Não sabemos a quem devolver porque ninguém denunciou”. Ruben Medeiros também sublinha da necessidade que há de as pessoas quando desconfiarem de que há alguém a vender fruta e/ou produtos hortícolas e que desconfie que é furtada – por quem está a vender não lhe ser conhecido quaisquer terrenos/pomares onde os possa apanhar e/ou cultivar – que denuncie às autoridades competentes.
Pese embora a polícia de Vila Franca do Campo não ter dados concretos dos furtos e roubos ocorridos em massa no concelho, Ruben Medeiros diz que a polícia está atenta a esta manifestação de indignação e de insegurança que as populações do concelho vivem em lugares concretos e garantiu que vai ser dirigido para aquelas zonas um maior policiamento para que as pessoas se sintam mais tranquilas. Sempre que há algum sentimento de insegurança, mesmo que a polícia não tenha queixas, há reforço dos agentes da autoridade, como já aconteceu, por exemplo, na Relva que só pelo facto de haver mais polícias na zona o número de roubos baixou. Em outras zonas também tem acontecido o mesmo.
Autor: Nélia Câmara
Fonte: Correio dos Açores, 06 Abril 2010
Nota- Confirmamos o acima transcrito. Na Ribeira Seca a situação é semelhante: casas assaltadas memso durante o dia, pastagens invadidas por gado (vacas e cabras), furtos de árvores, plantações de árvores de fruta destruídas pelas cabras, ameaças de morte aos proprietários, etc.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A Porca da Política anda a fazer estragos na Ribeira Seca
Depois de ter impedido que o tradicional cortejo dos Reis Magos saísse este ano, a guerra entre PS e PSD está a tentar estragar as marchas de São João. Leiem a notícia que foi publicada hoje no Açoriano Oriental de hoje.
" A atribuição da organização da Marcha de São João da Ribeira Seca de Vila Franca do Campo está a gerar discórdia entre a Associação dos Jovens Unidos da Ribeira Seca e a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Em causa está uma decisão recente de António Cordeiro, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, que passou a organização da Marcha da Ribeira Seca para a Junta de Freguesia, marcha essa que a Associação de Jovens Unidos da Ribeira Seca diz ter sido organizada por eles desde 2000. Emanuel Medeiros, presidente da Direcção da Associação de Jovens Unidos da Ribeira Seca, e antigo presidente da Junta de Freguesia, eleito pelo PSD, afirma não entender a decisão de António Cordeiro, que acusa de agir com interesses políticos. “Este facto, embora nos tivesse apanhado de surpresa, não teria causado grande desagrado e indignação se há menos de um mês e a pedido do senhor presidente da Câmara Municipal, não tivéssemos reunido para, entre outras actividades a realizar por esta associação, combinar e ter ficado acordada a organização da Marcha de São João 2010. Gostaríamos de saber o que motivou o presidente da Câmara Municipal para que, em menos de um mês, tivesse dado o dito por não dito e faltado à palavra”, afirmou. Ouvido pelo Açoriano Oriental, António Cordeiro respondeu que “quem organizava a marcha eram as pessoas. A Associação servia para receber o financiamento da Câmara Municipal, porque as autarquias não podem transferir dinheiro para as Juntas de Freguesia. Na prática, quem faz a marcha da Ribeira Seca são as pessoas da Ribeira Seca. Como o anterior presidente da Junta derrotado é o actual presidente da Associação de Jovens Unidos da Ribeira, tire daí as suas conclusões. A Associação devia estar mais preocupada em dialogar com as pessoas”." if/rjc
domingo, 17 de janeiro de 2010
16 de Janeiro - Ribeira Nova
Ontem,prosseguiram os trabalhos de limpeza, sobretudo de silvas. Foi, também, pintado o portão cujos trabalhos de instalação começaram na semana anterior.
Durante o percurso de um pequeno troço da ribeira, observamos pela primeira vez, na zona, uma planta endémica dos Açores, o patalugo-maior (Leontodon filii).
sábado, 26 de dezembro de 2009
26 de Dezembro- Ribeira Nova
Aspecto do Poço da Viola (Ribeira da Granja)
Hoje, aproveitamos uma pausa no mau tempo, para continuar os trabalhos na Ribeira Nova.
Continuaram os trabalhos de limpeza de silvas e de canas e procederam-se a plantações de incensos e de goiabeiras.
Observamos tentilhões, milhafres e santantoninhos.
Nota- No sábado passado, dia 19 de Dezembro,observamos um morcego a sobrevoar a propriedade.
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